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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Mulheres são "polvo"




Mulheres são o sexo frágil?!? Corta essa!

Todos sabem que as mulheres são seres multi-atarefados... somos como o polvo com vários braços! Estava lendo um texto de uma querida, Pra. Lisi Prestes, do blog Super Mulher Maravilha  e realmente me fez admirar nós mulheres ainda mais!
Para as casadas os vários braços dividem-se entre tarefas domésticas, cuidar da beleza, trabalhar, cuidar dos filhos, malhar, cuidar do espíritual, cuidar da amiga que precisa de um up, checar o facebook (rsrs) etc, etc, etc.
O que dizer das mães solteiras, divorciadas e viúvas? Minha mãe foi uma e me lembro como é difícil ser pai e mãe!
Para as  mulheres solteiras às vezes é mais difícil do que para as casadas, pois  alem do trabalho, estudo e a interminável tarefa de manter-se linda, ainda fica no fim de cada dia para muitas, o desejo do companheirismo, do abraço gostoso do amado...
Hoje sinto de homenagear voce mulher,  eu queria fazer jus à pessoa peculiar e especial que Deus criou e nada melhor do que um texto  de Carlos Drumond de Andrade para isso...

Mulheres ao Deitar (as mulheres são fantásticas)

A mãe e o pai estavam assistindo televisão quando a mãe disse:
- Estou cansada e já é tarde, vou me deitar !!!

Foi à cozinha fazer os sanduíches para o lanche do dia seguinte na escola, passou água nas vasilhas das pipocas, tirou a carne do freezer para o jantar do dia seguinte, confirmou se as caixas de cereais estavam vazias, encheu o açucareiro, pôs tigelas e talheres na mesa e preparou a cafeteira do café para estar pronta para ligar no dia seguinte.

Pôs ainda umas roupas na máquina de lavar, passou uma camisa a ferro, pregou um botão que estava caindo. Guardou umas peças de jogos que ficaram em cima da mesa, e pôs o telefone no lugar. Regou as plantas, despejou o lixo, e pendurou uma toalha para secar. Bocejou, espreguiçou-se e foi para o quarto. Parou ainda no escritório e escreveu uma nota para a professora do filho, pôs num envelope junto com o dinheiro para pagamento de uma visita de estudo e apanhou um caderno que estava caído debaixo da cadeira. Assinou um cartão de aniversário para uma amiga, selou o envelope, e fez uma pequena lista para o supermercado, colocou ambos perto da carteira.

Nessa altura, o pai disse lá da sala:
- Pensei que você tinha ido se deitar.
- Estou a caminho - respondeu ela.

Pôs água na tigela do cão e chamou o gato para dentro de casa. Certificou-se de que as portas estavam fechadas. Passou pelo quarto de cada filho, apagou a luz do corredor, pendurou uma camisa, atirou umas meias para o cesto de roupa suja e conversou um bocadinho com o mais velho que ainda estava estudando no quarto. Já no quarto, acertou o despertador, preparou a roupa para o dia seguinte e arrumou os sapatos. Depois lavou o rosto, passou creme, escovou os dentes e acertou uma unha quebrada. A essa altura o pai desligou a televisão e disse:
-Vou me deitar.
E foi. Sem mais nada.
Carlos Drummond de Andrade

Até a próxima,

P R Davis




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