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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Cresça e Apareça! - Amadurecimento Espiritual

Efesios  4.11-16 – MATURIDADE CRISTĂ (parte 1)

O ideal para a vida cristã é chegar à maturidade. A vida cristã passa naturalmente por várias etapas: O novo nascimento, a infância, a juventude e a maturidade espiritual. Não há nada de errado "passar" pela "infância espiritual", e prosseguir crescendo! Mas, seria alarmante para uma mãe verificar que, depois de quatro anos o seu lindo bebê, ainda continua bebê. Isto seria uma anomalia. No âmbito espiritual é a mesma coisa. Nós nascemos de novo para crescer! Esta é a Lei da Vida – todo ser vivo nasce para o crescimento, até à maturidade.

Conforme escreveu Paulo em Ef 4.14, a principal característica do "menino" é a inconstância! Uma criança sempre "oscila de um extremo ao outro", e, jamais se firma em um "ponto de equilíbrio".

O processo para se chegar à maturidade espiritual, consiste em diminuirmos cada vez mais essa "oscilação", avançando gradativamente para uma vida de propósitos firmes e constantes.

Neste estudo, vamos analisar os quatro pontos extremos, em que a vida cristã comumente tende oscilar. São eles:

 1. Emocionalismo # Racionalismo; 2. Tradicionalismo # Modernismo; 3. Legalismo # Liberalismo; 4. Fanatismo # Formalismo.

1.    Racionalismo # Emocionalismo

1.1. O Racionalismo é a tentativa de se compreender tudo que diz respeito à vida cristã e a sua espiritualidade  de forma intelectual. É a ênfase exagerada sobre o potencial da mente, como o único meio para empreender a busca da verdade. É o desprezo pela revelação de Deus, que tem por base as faculdades do espírito.

O cristão que tende para o racionalismo terá muita dificuldade para aceitar os milagres. E, com certeza nunca conseguirá estabelecer um relacionamento profundo com o Espírito Santo.

Paulo trata dos perigos do racionalismo nos capítulos 1 e 2 de I aos Coríntios. Vejamos alguns pontos importantes:
a. I Co 1.19 – O sentido aqui não é que Deus condene o uso da mente, absolutamente, pois foi Ele mesmo quem deu esta capacidade ao homem. O que deve ser aniquilado é o racionalismo;
b.  I Co 1.26 – "Sábios segundo a carne", refere-se ao racionalismo;
c.  I Co 2.4-6 – A pregação de Paulo não era baseada no intelectualismo;
d.  I Co 2.9,10 – A revelação de Deus comunica conhecimentos mais profundos do que aqueles que a mente pode entender, conf. Mt 11.25;
e.  I Co 2.14,15 – O racionalista é chamado de "homem natural".


2.1. O Emocionalismo tem por base as emoções e os sentimentos puramente humanos.

A vida cristã é cheia de emoções, entretanto, não está fundamentada nessas emoções. Muitos que não entendem isto, e que procuram estabelecer um relacionamento com Deus à base das emoções, começam logo cedo a ter os seus conflitos espirituais. Os nossos sentimentos mudam facilmente, e por isso não servem para arbitrar o nosso relacionamento com Deus.

O emocionalismo está presente na vida e experiência de praticamente todos os crentes recém convertidos. Eles querem encontrar Deus em seus "arrepios" e em suas "lágrimas". E quando isto não acontece, chegam até a duvidar da existência de Deus. Estão sempre procurando provas palpáveis para comprovarem suas experiências espirituais. Às vezes têm a animação para mudar o mundo todo, e pouco depois duvidam de sua própria salvação.

Em I Co 1.22, Paulo fala dos dois extremos: O Judeu emocionalista que exigia sinais para crer, e dos gregos racionalistas que exigiam explicações intelectuais.
 

O Ponto de Equilíbrio através do Viver Cristão baseado na Fé, Rm 1.17.

 

A vida cristã pela fé não exclui as emoções legítimas, nem a razão! Usamos a mente em nossa consagração efetiva à Deus,  Rm 12.1,2, e a emoções são bem vindas quando acontecem como consequência dos atos da fé.

 

O cristão que aprende as lições do viver pela fé, alcança maturidade nas seguintes áreas:



a.      Hb 3.14            -   Torna-se participante de Cristo:
b.      Hb 11.27          -   Fica firme;
c.      Hb 11.33,34     -   Vence, tirando "forças da fraqueza". Conf. II Co 12.9,10
d.      I Pe 5.8,9          -   Resiste às tentações do diabo.


2.     Tradicionalismo # Modernismo


2.1.   O tradicionalismo é o apego aos costumes e lendas antigas, transmitidas de geração à geração. Conceitos ligados ao passado.

O Judaísmo da época de Jesus estava eivado de tradições humanas que não tinham nenhum valor espiritual., e, estavam em total confronto com a Palavra de Deus,  Mt 15.2,3,6. 

·    O tradicionalismo tem, na verdade, uma aparência de humildade e sabedoria, mais é totalmente inútil do ponto de vista espiritual, Cl 2.20-23.
·    Pode conduzir à hipocrisia e a adoração vã, Mt 15.7-9.
·    É considerado como uma "vã maneira de viver", I Pe 1.18.
·    Devemos ter o cuidado com sua subtileza, Cl 2.8.
·    Paulo antes sua conversão era um tradicionalista do judaísmo, Gl 1.14.

2.2.   Modernismo é a tendência para aceitar inovações. É a facilidade para adotar idéias e práticas modernas que o uso ainda não consagrou. É o extremo do tradicionalismo.

2.3.   O Conflito de gerações é um fenômeno bastante comum, resultante destes dois pontos extremos: tradicionalismo e modernismo. Trata-se da dificuldade que os nossos avós e pais tiveram em aceitar os nossos comportamentos e costumes, quando éramos jovens. É o mesmo conflito que temos hoje, com relação aos nossos filhos.

 Quem está correto neste conflito? – Geralmente ninguém está correto! Os pais se posicionam num extremo, e os filhos noutro: Um rejeita os valores do outro, e ambos apontam defeitos mútuos. – Isto se chama O Conflito das Gerações!

Precisamos procurar os pontos de equilíbrio, para uma autêntica espiritualidade, por exemplo:
a.      Existem tradições que não podem ser rejeitadas, II Ts 2.15; 3.6;
b.      Existem ensinos que não podem ser mudados, II Tm 3.14;
c.      Existem fundamentos que não podem ser removidos, I Co 3.11; II Tm 2.19.
d.      Nem toda novidade é a fiel expressão da verdade, II Tm 4.3,4.
e.      Os métodos de pregação podem mudar, mas o Evangelho jamais pode mudar Gl 1.8; I Co 9.22.

Precisamos conciliar o "espírito conservador", com o "espírito criativo", fugindo tanto do tradicionalismo, quanto do modernismo.


Pra. R Davis

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